Terceirizados da UFRN conquistam o pagamento dos salários atrasados
Nesta sexta-feira (16/12), após mais de duas semanas de atraso, os trabalhadores terceirizados da empresa CRIART, do setor da limpeza, receberam o pagamento dos salários do mês de novembro.
Na última quarta-feira (14/12), os trabalhadores já haviam realizado uma primeira paralisação, onde o supervisor da CRIART havia garantido que o dinheiro estaria na conta dos trabalhadores no início da quinta-feira (15/12). No entanto, a promessa não foi cumprida.
No início da manhã desta sexta-feria, às 7h, os trabalhadores, junto ao sindicato que representa a categoria, o SINDLIMP, realizaram uma assembleia no Centro de Convivência da UFRN, onde deliberaram novamente a paralisação de suas atividades e a ocupação da Reitoria, até conquistar o pagamento do salário.
A empresa CRIART tem se utilizado da repercussão dos cortes orçamentários nas universidades para usar como desculpa para não pagar os salários dos trabalhadores. No entanto, todos sabem que, para uma empresa concorrer num processo licitatório, ela precisa comprovar que possui capital de giro suficiente para pagar três folhas salariais, no caso de um eventual cenário de não repasse de verbas. Portanto, não havia nada que justificasse o não pagamento dos salários de novembro por parte da empresa.
Durante a ocupação da Reitoria, por volta das 09h30, fruto da mobilização, representantes da Reitoria da UFRN, junto com o representante da empresa e o SINDLIMP, realizaram uma reunião onde foi informado que a empresa pagaria os salários ainda nesta sexta.
Os trabalhadores se reuniram e deliberaram desocupar a Reitoria, ir para casa e aguardar o pagamento. Caso não fosse pago, iriam novamente paralisar suas atividades na segunda-feira. No final da tarde, a empresa efetuou os pagamentos.
A luta dos trabalhadores terceirizados é um grande exemplo de como os trabalhadores devem reagir diante da retirada de direitos e do salário. Não adianta esperar promessas e mais promessas dos empresários. Somente o método da ação direta (assembleias, paralisação, ocupação, etc.) é que pode garantir os nossos direitos.
A Corrente Proletária na Educação interveio com o apoio ativo aos trabalhadores, participando das ocupações da Reitoria e da mobilização dos trabalhadores em seu local de trabalhado, defendendo a unidade entre trabalhadores efetivos, terceirizados e estudantes.
Muitos dos trabalhadores terceirizados já trabalham há anos na universidade. No entanto, nunca obtiveram estabilidade no emprego, continuam sofrendo com baixos salários, atrasos nos pagamentos, e perdas de direitos. A cada finalização de contrato, vivem o drama do processo de rescisão e da incerteza de se serão novamente contratados. As empresas terceirizadas, por outro lado, lucram muito em cima das exploração desses trabalhadores. Por isso, a Corrente Proletária na Educação defende que todos os trabalhadores terceirizados da UFRN sejam imediatamente EFETIVADOS, que passem a pertencer ao quadro de funcionarios da universidade!
Todo apoio à luta dos trabalhadores terceirizados!
Chega de empresas privadas parasitando a universidade e superexplorando os trabalhadores!
Pela EFETIVAÇÃO imediata de todos os trabalhadores terceirizados no quadro de funcionários da universidade!
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