À assembleia do SINTEST/RN (04/07), que elegerá os delegados para a Plenária da FASUBRA

PELO REPASSE INTEGRAL DAS PERDAS SALARIAIS, QUE JA SOMAM 53,05% !! NADA DE PARCELAMENTO!

 

Esta assembleia do SINTEST/RN, que elegerá delegados para a FASUBRA, acontece em uma conjuntura importante. O FONASEFE (fórum do qual a FASUBRA faz parte e que reúne as entidades representantes do funcionalismo federal) já está discutindo a campanha salarial de 2024.

Segundo o FONASEFE, nossa categoria acumula um índice de 53,05% de perdas salariais desde 2010. O que estamos a reivindicar não é aumento, mas apenas recuperar o poder de compra que tínhamos há 13 anos.

Lamentavelmente, as entidades do FONASEFE, reunidas no dia 30 de junho, decidiram reivindicar ao governo que os 53,05% sejam parcelados em três anos (2024, 2025 e 2026). Trata-se de uma proposta ruim para a categoria, uma vez que já leva ao governo uma reivindicação rebaixada e que acaba atando as mãos e pés do funcionalismo público federal para que não faça luta salarial nos próximos três anos.

Além disso, o FONASEFE está tomando decisões de cúpula, sem que essas propostas sejam anteriormente discutidas nas bases. É preciso que a plenária da FASUBRA rejeite a proposta de parcelamento e aponte para o FONASEFE a organização de uma luta unificada do funcionalismo federal pelo REPOSIÇÃO INTEGRAL das perdas salariais de 53,05%!

 

Por um Piso Salarial Vital!

 

Além da reposição das perdas, precisamos discutir qual deve ser o piso salarial dos servidores, que é muito baixo. Segundo o DIEESE, o salário mínimo deveria ser de R$ 6.652,09. Entre os técnico-administrativos, os pisos salariais das classes A, B e C correspondem, respectivamente, a R$ 1.446,12, R$ 1750,99 e R$ 2.120,13. Como podemos perceber, muito abaixo do valor necessário para uma família ter as condições mínimas de vida, o que inclui alimentação, saúde, transporte, educação, lazer etc.

Junto à luta pela reposição integral das perdas salariais de 53,05%, precisamos reivindicar um piso salarial vital, que corresponda às reais necessidades de uma família trabalhadora!

 

Por reajustes mensais automáticos de acordo com a inflação!

 

Não podemos mais aceitar que nossos salários sejam corroídos pela inflação, que significa a diminuição contínua do nosso poder de compra. Para que nossos salários sejam preservados, a FASUBRA precisa levantar a defesa, em unidade com as demais categorias, por reajustes mensais automáticos de acordo com a inflação (escala móvel de salários).

 

Organizar a campanha salarial desde já!

 

Sabemos que não será por meio de negociações de cúpula com o governo que iremos conquistar a reposição de nossas perdas salariais. É necessário que a FASUBRA, junto com as demais entidades que compõem o FONASEFE, organizem desde já as manifestações, caravanas e paralisações e, quando estiver colocada, a greve unificada no serviço público federal. Somente com o método da ação direta é que conquistaremos nossas reinvindicações!

 

 

QUE AS CENTRAIS SINDICAIS CONVOQUEM UM DIA NACIONAL DE LUTAS!

 

O salário mínimo de 1320,00 reais é de miséria. A terceirização amplia a divisão entre os trabalhadores e destrói as condições de trabalho. Fábricas são fechadas, aumentando o desemprego. E o agronegócio avança contra os indígenas e camponeses.

É importante que a plenária da FASUBRA aprove um chamado exigindo às centrais sindicais que organizem uma luta nacional por empregos, por um salário mínimo vital e direitos trabalhistas. Pela revogação das contrarreformas trabalhista, previdenciária e do ensino médio. E para pôr abaixo o Arcabouço Fiscal e o Marco Temporal!

Que as centrais iniciem esse movimento convocando um dia nacional de lutas, com paralisações, bloqueios e manifestações. Somente uma luta geral da classe operária e demais explorados será capaz de acabar com as medidas que destroem direitos e os serviços públicos!

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